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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O dia em que parei de mandar minha filha andar logo

Li, reli, chorei. As vezes, sem perceber, deixamos passar tantas coisas! Não tenho o costume de publicar textos de outras pessoas, mas este vale cada linha.

Por Rachel Macy Stafford
Tradução: equipe Projeto Aprendiz

Quando se está vivendo uma vida distraída, dispersa, cada minuto precisa ser contabilizado. Você sente que precisa estar cumprindo alguma tarefa da lista, olhando para uma tela, ou correndo para o próximo compromisso. E não importa de quantas maneiras você divide o seu tempo e atenção, não importa quantas obrigações você cumpra em modo multi-tarefa, nunca há tempo suficiente em um dia. Essa foi minha vida por dois anos frenéticos. Meus pensamentos e ações foram controlados por notificações eletrônicas, toques de celular e uma agenda lotada. Cada fibra do meu sargento interior queria cumprir com o tempo de cada atividade marcada na minha agenda super-lotada, mas eu nunca conseguia estar à altura. Sempre que minha criança fazia com que desviasse da minha agenda principal, eu pensava comigo mesmo: “Nós não temos tempo pra isso.”

Veja bem, seis anos atrás, eu fui abençoada com uma criança tranquila, sem preocupações, do tipo que para para cheirar flores.

Quando eu precisava sair de casa, ela estava levando seu doce tempo pegando uma bolsa e uma coroa brilhante.

Quando eu precisava estar em algum lugar há cinco minutos, ela insistia em colocar o cinto de segurança em seu bichinho de pelúcia.

Quando eu precisava pegar um almoço rápido num fast-food, ela parava para conversar com uma senhora que parecia com sua avó.

Quando eu tinha 30 minutos para caminhar, ela queria que eu parasse o carrinho e acariciasse todos os cachorros em nosso percurso.

Quando eu tinha uma agenda cheia que começava às 6h da manhã, ela me pedia para quebrar os ovos e mexê-los gentilmente.

Minha criança sem preocupações foi um presente para minha personalidade apressada e tarefeira – mas eu não pude perceber isso. Ó não, quando se vive uma vida dispersa, você tem uma visão em forma de túnel – sempre olhando para o próximo compromisso na agenda. E qualquer coisa que não possa ser ticada na lista é uma perda de tempo. Sempre que minha criança fazia com que desviasse da minha agenda principal, eu pensava comigo mesmo: “Nós não temos tempo pra isso.” Consequentemente, as duas palavras que eu mais falava para minha pequena amante da vida eram: “anda logo”. Eu começava minhas frases com isso: Anda logo, nós vamos nos atrasar. Eu terminava frases com isso: Nós vamos perder tudo se você não andar logo. Eu terminava meu dia com isso. Anda logo e e escove seus dentes. Anda logo e vai pra cama. Ainda que as palavras “anda logo” fizessem pouco ou nada para aumentar a velocidade de minha filha, eu as dizia de qualquer maneira. Talvez até mais do que dizia “eu te amo”. Anda logo!

A verdade machuca, mas a verdade cura… e me aproxima da mãe que quero ser. Até que em um dia fatídico, as coisas mudaram. Eu havia acabado de pegar minha filha mais velha de sua escola e estávamos saindo do carro. Não indo rápido o suficiente para o seu gosto, minha filha mais velha disse para sua irmã pequena, “você é lenta”. E quando, após isso, ela cruzou seus braços e soltou um suspiro exasperado, eu me vi – e foi uma visão de embrulhar as tripas. Eu fazia o bullying que empurrava e pressionava e apressava uma pequena criança que simplesmente queria aproveitar a vida. Meus olhos foram abertos; eu vi com clareza o dano que minha existência apressada estava causando às minhas duas filhas.

Com a voz trêmula, olhei para os olhos da minha filha mais nova e disse: “Me desculpe por ficar fazendo você se apressar, andar logo. Eu amo que você, tome seu tempo e eu quero ser mais como você”. Ambas me olharam surpresas com a minha dolorosa confissão, mas a face da mais nova sustentava o inequívoco brilho da aceitação e do reconhecimento. “Eu prometo ser mais paciente daqui em diante”, disse enquanto abraçava minha filha de cabelos encaracolados. Ela estava radiante diante da promessa recém-descoberta de sua mãe.

Foi bem fácil banir o “anda logo” do meu vocabulário. O que não foi tão fácil foi adquirir a paciência para esperar pela minha vagarosa criança. Para nos ajudar a lidar com isso, eu comecei a lhe dar um pouco mais de tempo para se preparar se nós tivéssemos que ir a algum lugar. Algumas vezes, ainda assim, ainda nos atrasávamos. Foram tempos em que eu tive que reafirmar que eu estaria atrasada, nem que se fosse por alguns anos, se tanto, enquanto ela ainda é jovem.

Quando minha filha e eu saíamos para caminhar ou íamos até a loja, eu deixava que ela definisse o ritmo. Toda vez que ela parava para admirar algo, eu afastava os pensamentos de coisas do trabalho e simplesmente a observava as expressões de sua face que nunca havia visto antes. Estudava com o olhar as sardas em sua mão e o jeito que seus olhos se ondulavam e enrugavam quando ela sorria. Eu percebi que as pessoas respondiam quando ela parava para conversar. Eu reparei como ela encontrava insetos interessantes e flores bonitas. Ela é uma observadora, e eu rapidamente aprendi que os observadores do mundo são presentes raros e belos. Foi quando, finalmente, me dei conta de que ela era um presente para minha alma frenética.

Minha promessa de ir mais devagar foi feita há quase três anos e ao mesmo tempo eu comecei minha jornada de abrir mão das distrações diárias e agarrar o que importa na vida. E viver num ritmo mais devagar demanda um esforço concentrado. Minha filha mais nova é meu lembrete vivo do porquê eu preciso continuar tentando.

E de fato, outro dia, ela me lembrou de novo. Nós duas estávamos fazendo um passeio de bicicleta, indo para uma barraquinha de sorvetes enquanto ela estava de férias. Após comprar uma gostosura gelada para minha filha, ela sentou em uma mesa de piquenique e observou deliciada a torre gélida que tinha em suas mãos. De repente, um olhar de preocupação atravessou seu rosto. “Devo me apressar, mamãe?” Eu poderia ter chorado. Talvez as cicatrizes de uma vida apressada nunca despareçam completamente, pensei, tristemente. Enquanto minha filha olhava para mim esperando para saber se ela poderia fazer as coisas em seu ritmo, eu sabia que eu tinha uma escolha. Poderia continuar sentada ali melancolicamente lembrando o número de vezes que eu apressei minha filha através da vida… ou eu poderia celebrar o fato de que hoje estou tentando fazer as coisas de outra forma. Eu escolhi viver o hoje. “Você não precisa se apressar. Tome seu tempo”, eu disse gentilmente. Toda sua cara instantaneamente abrilhantou-se e seus ombros relaxaram. E então ficamos sentadas, lado a lado, falando sobre coisas que crianças de 6 anos que tocam ukelele gostam de falar. Houve momentos em que ficamos em silêncio, sorrindo uma para a outra e admirando os sons e imagens ao nosso redor. Eu imaginei que ela fosse comer todo o sorvete – mas quando ela chegou na última mordida, ela levantou uma colheirada repleta de cristais de gelo e suco para mim. “Eu guardei a última mordida pra você, mamãe”, disse orgulhosa. Enquanto aquela delícia gelada matava minha sede, eu percebi que consegui um negócio da China. Eu dei tempo para minha filha e em troca ela me deu sua última mordida de sorvete e me lembrou que as coisas tem um gosto mais doce e o amor vem mais dócil quando você para de correr apressada pela vida. Seja comendo sorvete, pegando flores, apertando o cinto de bichinhos de pelúcia, quebrando ovos, encontrando conchinhas, observando joaninhas ou andando na calçada.
Nunca mais direi: “Não temos tempo pra isso”, pois é basicamente dizer que não se tem tempo para viver. Tomar seu tempo, pausar para deleitar-se com as alegrias simples da vida é o único jeito de viver de verdade – acredite em mim, eu aprendi da especialista mundial na arte de viver feliz.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Luxo e Beleza, com aumento da renda consumidoras estão mais exigentes

Pontos de vendas especializados são os locais preferidos para consumir produtos de beleza



Cuidar dos cabelos, do corpo, comprar aquela fragrância importada que mais lhe agrada. Esses cuidados têm se tornado um hábito cada vez mais comum na rotina das brasileiras. Em uma pesquisa realizada pela Popai, associação internacional voltada para o estudo do comportamento do consumidor, indica que ao menos 50% das consumidoras compram um cosmético ao menos uma vez por semana.

Este comportamento é reflexo da plena inserção da mulher no mercado de trabalho e do aumento da renda nas famílias. Os produtos e cuidados com a beleza foram inseridos nos gastos mensais fazendo com que o Brasil se tornasse o 3º mercado mundial em cosméticos e produtos para beleza.

Mas essa mudança de comportamento também torna as consumidoras cada vez mais exigentes, a pesquisa aponta que 46% das mulheres preferem comprar os produtos em lojas especializadas, ao invés de farmácias e drogarias.

Uma ótima oportunidade para redes como a Lord, maior rede de Perfumaria Seletiva e Salões do DF que está entrando no segmento de franquias. “A Lord Franquias vem a preencher um espaço de mercado que ainda está aberto pela falta de uma operação nacional no segmento de varejo de perfumaria seletiva”, afirma Ennius Muniz, presidente do Grupo Lord.
Outro dado animador para o setor é que o valor gasto pelas mulheres também está crescendo, 43% gasta entre R$100,00 e R$200,00 mensais, 17% entre R$200,00 e R$300,00 e 8% acima de R$300,00.

Dados comprovados pelos primeiros franqueados da rede, Sônia Martins e o marido Pedro Américo abriram uma unidade Lord no shopping Iguatemi, em Brasília. “Esse crescimento do consumo engloba tanto a venda de produtos quanto os serviços de beleza no salão, ambos concentrados nos estabelecimentos da Lord. Foi por isso que surgiu o nosso interesse”, diz a empresária. “É um setor que tem crescido bastante, tanto para o público feminino quanto para o masculino”, completa.

Além de líder de mercado no DF, a Lord Perfumaria também é uma das maiores redes de lojas do segmento do Brasil. A empresa atua em Brasília há quase 50 anos, oferecendo produtos de alta qualidade e serviços especializados na área de cabelo e estética. Nos seus dez pontos de vendas é possível encontrar perfumes e cosméticos de marcas renomadas, reconhecidas internacionalmente e serviços especializados.

Para a execução desse projeto, a Lord está selecionando franqueados que conheçam bem o mercado no qual pretendem investir, que tenham familiaridade com o negócio do varejo e da beleza, que possuam adequada capacidade financeira e que tenham a intenção de se dedicar pessoalmente para garantir o sucesso da operação. “O investimento mínimo é de aproximadamente R$ 250 mil mais luvas e o tempo de retorno deve variar entre 24 e 34 meses, dependendo do desempenho da operação”, comenta Alexandre Langer. O sistema já nasce também com uma visão multicanal, que integrará lojas próprias com as lojas franqueadas, o e-commerce e as mídias sociais.

Publicado no Portal www.francap.com.br

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Uma viagem pelos sabores do Mercado Municipal

Minha amiga Carol estava de viagem marcada para São Paulo e me fez um pedido: - Quero almoçar no Mercado Municipal.

O Mercado Municipal de São Paulo fica localizado no Centro da Cidade, bem próximo à Rua 25 de Março, tem uma arquitetura incrível, com lindos vitrais e uma infinidade de opções gastronômicas. É o paraíso para quem gosta de comer bem e cozinhar.



Então, fomos nós ao Mercado Municipal e, entre lojinhas de especiarias, peixes e carnes, massas e grãos, encantamo-nos na barraca das frutas.

Uma infinidade de cores, aromas, sabores! É uma experiência extraordinária!

Entre atemoias, pitaias colombianas e os divinos morangos com tâmaras frescas me chamou muita atenção a habilidade, destreza e forma envolvente como o vendedor da banca nos abordava.

Ele não estava simplesmente interessado em nos fazer provas as frutas, todas a preços bem salgados inclusive, que vão desde R$ 29 e R$ 90 o quilo, ele estava nos proporcionando uma vivência de conhecimento sobre o seu produto.

Cada fruta tinha uma história, uma propriedade, era realmente encantador ver como aquele vendedor sabia o que estava fazendo.

Ao apresentar um maracujá, doce como mel, ele disse por exemplo que aquele era o néctar da Carolina Herrera, que além de propriedades digestivas, não dava sono, fazia bem para a pele e os cabelos.

Curiosa, perguntei como ele sabia de tudo aquilo. Mensalmente os vendedores das bancas do Mercadão recebem treinamentos com chefs de cozinha renomados, os quais repassam todo o seu conhecimento sobre os alimentos. Achei sensacional, como aquele vendedor não aceitou ser simplesmente um vendedor de frutas, mas um grande marketeiro de seu negócio.

E, como resultado de tanta atenção, claro que deixamos alguns bons reais na banquinha do rapaz.

Essa experiência só me fez acreditar ainda mais no quanto a capacitação das pessoas, em qualquer ramo de atividade, é capaz de gerar maravilhosos resultados em um negócio.

Não importa se você tem uma frutaria ou um boutique de grife, se você não treina seu colaborador seus resultados serão sempre os mesmos.

P.S: mesmo sabendo depois que o preço das frutas estavam beeeem acima do valor real, a experiência valeu demais!!!